segunda-feira, 17 de outubro de 2011

¿Qué cuantos años tengo?

Frecuentemente me preguntan que cuántos años tengo...
¡Qué importa eso!
Tengo la edad que quiero y siento.
La edad en que puedo gritar sin miedo lo que pienso.
Hacer lo que deseo, sin miedo al fracaso, o lo desconocido.
Tengo la experiencia de los años vividos y la fuerza de la
convicción de mis deseos.
¡Qué importa cuántos años tengo!.
No quiero pensar en ello.
Unos dicen que ya soy viejo y otros que estoy en el apogeo.
Pero no es la edad que tengo, ni lo que la gente dice, sino lo que mi corazón siente y mi cerebro dicte.
Tengo los años necesarios para gritar lo que pienso, para hacer lo que quiero, para reconocer yerros viejos, rectificar caminos y atesorar éxitos.
Ahora no tienen por qué decir: eres muy joven, no lo lograrás.
Tengo la edad en que las cosas se miran con más calma, pero con el interés de seguir creciendo.
Tengo los años en que los sueños se empiezan a acariciar con los dedos, y las ilusiones se convierten en esperanza.
Tengo los años en que el amor, a veces es una loca llamarada, ansiosa de consumirse en el fuego de una pasión deseada.
Y otras en un remanso de paz, como el atardecer en la playa.
¿Qué cuántos años tengo? No necesito con un número marcar, pues mis anhelos alcanzados, mis triunfos obtenidos, las lágrimas que por el camino derramé al ver mis ilusiones rotas... valen mucho más que eso.
¡Qué importa si cumplo veinte, cuarenta, o sesenta!
Lo que importa es la edad que siento.
Tengo los años que necesito para vivir libre y sin miedos.
Para seguir sin temor por el sendero, pues llevo conmigo la experiencia adquirida y la fuerza de mis anhelos.
¿Qué cuantos años tengo? ¡Eso a quién le importa!
Tengo los años necesarios para perder el miedo y hacer lo que quiero y siento.


Mañana es la única utopía.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Homem da Caverna

Muita gente já viu a imagem do homem da caverna arrastando a mulher pelos cabelos, que costuma ser utilizada para reforçar a supremacia do macho e a submissão da mulher.
A explicação mais comum é a de que, após escolher a fêmea e golpeá-la na cabeça com o tacape, o homem a arrastava para o local do acasalamento. Esse era o ritual estabelecido.
Contudo, a busca pela verdade nos leva a uma explicação bem diferente. Se nos dedicarmos seriamente ao estudo do comportamento do Hommo Neandertallis constataremos que se trata de um “necrófilo” (pessoa que pratica o sexo com pessoas mortas) e, por assim se comportar, o fato de arrastar aquela mulher apenas denota que a mesma estava morta (os desenhos originais encontrados nas cavernas nunca manifestam qualquer tipo de reação por parte da mulher, além de seus pés estarem sempre esticados sem qualquer manifestação de dor ou movimento). Por esse motivo era puxada pelos cabelos (com energia eletrostática suficiente para não escorregar e que caracterizaria a forma mais simples de carregar um cadáver).
Aquele homem não a puxa por maldade ou supremacia, mas por pura incompreensão do fenômeno da morte. Configura, isto sim, um gesto de fidelidade à mulher amada. Não compreende porque a sua amada, aquela com quem fazia sexo, não está mais quente (daí a origem do termo “mulher fria”, como representativo de frígida).
Aquele bom e fiel companheiro a carrega por amor e continua a fazer sexo com ela até que se manifeste a putrefação...
[
A cada momento somos convidados a rever nossas crenças e nos abrirmos às novas possibilidades. Certamente, isso seria causa de desconforto por nos obrigar a abandonar a segurança das “nossas verdades” em troca de “novidades”.
Por esse motivo, as pessoas só aprendem aquilo que querem aprender e não aquilo que precisam aprender, desvinculando-se o indivíduo do compromisso com a busca da verdade, apenas lhe bastando a versão mais conveniente aos seus valores e princípios, absorvidos de maneira absolutamente inconsciente e sem qualquer questionamento catalisador, na grande maioria das vezes.
Ou seja, enquanto não formos capazes de distinguir o fato da versão, seremos crentes como os habitantes da caverna de Platão, acreditando em sombras e acorrentando aqueles que, embora desejando iluminar o nosso conhecimento e promover o progresso, ousarem discordar das “nossas verdades emboloradas”.

Bene

PS. Não existem dados sobre o comportamento humano na Pré-História.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cidadania

CIDADANIA s.f. 1. Qualidade de cidadão. – 2. Qualidade de uma pessoa que possui, em uma determinada comunidade política, o conjunto de direitos civis e políticos. (Dic. Larousse).

Na última reunião de amigos, realizada por ocasião do aniversário da minha mulher, captei um fragmento de conversa sobre cidadania. Aquilo chamou a minha atenção, uma vez que é um assunto cada vez mais distante das atitudes diárias nesta terra de pindorama, onde costuma prevalecer a “lei de Gerson”.

Assim como os paradigmas, que governam a nossa vida e podem ser divididos em valores – aquilo que deveria ser – e realidade – aquilo que costumamos fazer no dia a dia, – também a cidadania admite a dicotomia entre direitos e deveres. Tenho a certeza de que, nos tempos socráticos, a discussão em praça pública deixava bem claro que os cidadãos devem compensar os direitos que gozam com os deveres que praticam.

Um tanto decepcionado com o que acontece diariamente, tanto em Brasília quanto nas grandes e pequenas cidades, com a atitude de juízes, governantes, políticos, empresários, policiais, vizinhos, parentes, frequentadores dos jardins e da cracolândia, patrões e empregados, alunos e professores, numa amostra mais do que significativa da humanidade, resolvi meditar sobre o assunto.

Será falta de religião? Já não se fazem escolas como antigamente? Talvez seja consequência da desagregação dos lares, com as mulheres competindo no mercado de trabalho? O crime organizado, melhor equipado do que a carente força policial terá atração mais forte sobre os jovens? O consumismo capitalista nos terá convertido em uma multidão de ganha-perde? Ou será culpa do hedonismo prevalecente? Microsoft, Facebook e Apple terão provocado uma lavagem cerebral na sociedade de consumo?

Depois de muito meditar, acho que descobri o fulcro da questão: a culpa é do dicionário! Sim, a culpa é do dicionário que define cidadania como apenas um conjunto de direitos, omitindo a parte mais importante, o preço da cidadania, que são os deveres com os quais devemos compensar aqueles direitos.

Comecemos já, uma campanha nacional de reeducação de um povo, principiando pela retificação do conceito de cidadania:

 - Direitos e deveres de todos nós!



Bene

sábado, 24 de setembro de 2011

UM SATÉLITE NA CABEÇA

Cair um satélite na cabeça é 15 mil vezes mais
fácil do que ganhar na Mega-Sena

 Lançado pela agência espacial americana em 1991, o Uars funcionou até 2005, observando a atmosfera. Atualmente desativado, o satélite do tamanho de um ônibus caiu em algum lugar da Terra, possivelmente no Canadá, nesta madrugada de 24/09/11. A informação é da Nasa, que afirma, porém, que as chances de que alguém tenha sido atingido são mínimas - cerca de 1 em 3.200.
Desde então, ele era apenas um entre vários satélites defuntos e outros objetos que sujam a órbita do planeta. De acordo com a Nasa, há "pelo menos" 20 mil fragmentos com mais de 10 cm nos arredores terrestres. Nesse "lixão" espacial tem de tudo. Desde satélites inteiros desativados, até peças de foguetes e naves.
Também entram na conta outros objetos “perdidos” por astronautas, como câmeras fotográficas, ferramentas e até uma luva. No início do mês, um relatório do Conselho de Pesquisa Nacional dos EUA – entidade privada e sem fins lucrativos que fornece consultoria científica – afirmou que os detritos espaciais chegaram a um "ponto crítico".
Portanto, é 15.645 vezes mais fácil cair um pedaço de satélite na nossa cabeça, do que ganhar na MEGA-SENA, cujas chances matemáticas de acertar são de 50.063.860 para uma aposta simples de 6 palpites ao custo de R$ 2,00.
Assim sendo, é mais vantajoso usar capacete de proteção do que jogar na loteria. 

Bene

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Seis graus de separação

Você já ouviu falar da teoria dos seis graus de separação?
Não? Eu explico. A teoria dos seis graus de separação é baseada num estudo científico realizado em Harvard onde foi possível confirmar a hipótese, aparentemente amalucada, de que você está separado de qualquer outra pessoa no planeta – isso mesmo, no PLANETA – por apenas seis apertos de mão. Logo, apenas seis pessoas poderiam te conectar com todo o restante dos humanos vivos, desde aquele eremita que vive solitário nas montanhas do Gabão até qualquer astro de Hollywood, passando pelos pescadores coreanos, os astronautas americanos, o papa, o Obama ou o Ronaldinho Gaucho.
Eu tenho uma amiga que assegura a veracidade dessa teoria com outra proposta, a de que na humanidade existem apenas umas 10.000 pessoas de fato. O resto é figuração.
Você encontra uma pessoa e indaga se ela conhece uma outra, ou conhece alguém que a conheça. Se a resposta for positiva, ela estará incluída nos 10.000 indivíduos que têm existência real, que efetivamente se relacionam por laços sociais menores do que seis. É claro, que você, eu, nossos amigos, Obama, Dalai Lama, Pelé, Rainha Elizabeth, o gerente do banco, o português da padaria e mais algumas pessoas integram esse seleto rol.
Em caso negativo, trata-se apenas de mais um figurante, dentre os bilhões que perambulam pelo planeta. 

Bene

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A LÍNGUA NOSSA DE CADA DIA


Tudo bem que a nova tendência é a economia de tempo e de espaço. A azáfama dos novos tempos faz com que sejamos engolfados pela neurose da falta de tempo. As inovações tecnológicas, que deveriam servir para nos poupar tempo e aumentar a qualidade de vida, acabaram por nos escravizar por completo: smartphones, tablets, notebooks, banda larga, wire less, blue tooth e assemelhados, longe de nos libertarem, nos mantêm ligados full time e nos levam a twitar com brevidade criando novas formas de escrita e utilizando emoticons.

 Vc naum acha d +?  Bjs.   Kkkkkkk  J 

Algum tempo atrás, eu cheguei a prometer que seria mais breve nas minhas postagens, seguindo a tendência e pensando em tornar a leitura dos meus textos mais acessível para os mais jovens. Hoje, decidi exatamente o contrário. Não vou me nivelar por baixo e aceitar a tendência emburrecedora que assola o país na esteira da desconstrução educacional de um estado que deve ter discutíveis motivos para tanto.

Não preciso economizar tempo nem espaço. Tempo é tudo o que me resta, uma vez que estou aposentado e com filhos criados. E mais, estudei latim, grego e bastante português. Já plantei árvores e escrevi livros, mas ainda estou bastante vivo, com direitos a usufruir e deveres de cidadania para cumprir.

Uma das formas de exercer a cidadania, além de votar em quem merece, deve ser o de ajudar a melhorar a educação do meu povo.

Continuarei a tecer as minhas considerações com a possível objetividade, mas sem abrir mão de algum esmero na prolação vocabular, que caracteriza o bom uso do vernáculo, estimulando dessa forma os meus leitores a compulsar o “pai dos burros” e, eventualmente, conquistar alguma erudição.

Essa estratégia já foi utilizada nos tempos do Banespa, quando eu inseria uma ou duas palavras pouco usuais no “Recado do Bene”, por um pouco mais de duzentas semanas.

Você não acha formidável*?
 

 Bene
 

* confira no dicionário a 1ª acepção de formidável




sábado, 10 de setembro de 2011

- PAI, COMEÇA O COMEÇO !




Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: - "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.
Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. Hoje, minhas "tangerinas" são outras. Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes. Sem contar o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.
Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...
Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo papai quando lhe pedia para "começar o começo" era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. O carinho e a atenção que eu recebia do meu pai me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. Meu pai terreno me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.
Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus:
"Pai, começa o começo!". Ele "começará o começo" e deixará você resolver a situação.
 

Mais uma colaboração de José Carlos Mascarenhas Pinto